Investigação e Releitura dos
Sobrenomes
Luso-brasileiros
by Walter Santos Baptista

 

Capítulo 1
Releitura e Investigação

Tem sido crescente o interesse pelo resgate das raízes de nossa pátria, haja vista, entre tantas obras, as de fundo histórico como Raízes do Brasil, de Buarque de Holanda Na realidade, desde priscos dias que a presença cristã-nova, marrana ou criptojudaica se faz sentir nas terras de Pindorama. Estava ela nas naus dos protodescobridores, nas caravelas portugueses, na pessoa de náufragos e na dos cristãos-novos degredados juntamente com outros degredados políticos, tornando possível a presença dos cohanim, leviim e dos demais b'nei israel numa releitura de quem era enviado para as colônias portuguesas de antanho, dentre as quais o inexplorado e nem tão promissor futuro Brasil.

De fato, a ligação Iberia/B'nei Israel é de longa data. Desde os dias das navegações púnicas, Portugal havia sido visitado, e se tornado, mesmo, habitado por colonizadores fenícios entre os quais encontravam-se presentes representantes do povo da Aliança. ESPÍRITO SANTO explica a nomenclatura de inúmeras localidades lusitanas a partir de raízes púnico-hebréias como Paredes (de pardes, "parque real"), Tires (de tirish, "gente de Tiro"), Alfir (de Ofir), Abóbada (de avodat, "trabalho").

São releituras, pois é conhecimento geral que acima de 50 a 60 por cento da população brasileira tem origem cristã-nova. 

Capítulo 2
Lendo e Relendo

(de A a C)

Releituras não são trabalhos finais, mas deixam material para se pesquisar. É assim que é possível ver nos nomes de família de origem portuguesa uma presença hebréia nas suas raízes. Uma tentativa de relê-los leva-nos ao resultado seguinte:

Alcoforado - da raiz K-P-R = "resgatar, expiar, perdoar" ou, "asfalto, alcatrão", ou, ainda, "rústico, rural, fazendeiro". WIZNITZER cita Ana Alcoforado de Vasconcellos, cristã-nova por parte da mãe, Isabel Antunes;

Amado - LUNA cita o cognome Amatu (Juda, Mosse) em Navarra no ano de 1366. Os Amado estão extensivamente espalhados nos países de fala portuguesa, e encontram-se entre os festejados autores do Brasil. Habib (em hebraico ehuv) é sua forma árabe. Existe uma família com o sobrenome Querido com a mesma origem.

Amora - designativo de um mestre rabínico da Palestina e da Babilônia na época talmúdica (c. 200 a 500 E.C), "explicador da lei" (raiz M-R-H);

Amorim - forma plural de amora (mais apropriadamente seria amoraim). Pode vir igualmente de 'emorim = "porções de ofertas sacrificiais";

Andrade, Andrada - derivado do prenome de origem grega Andras (<andros, homem). São inúmeros os cristãos-novos de sobrenome Andrade no Brasil colonial e nas listas da Inquisição. No Estado brasileiro da Bahia (primeira capital do Brasil Colônia, o sobrenome está ligado a outros de reconhecida origem cristã-nova, tais como Figueira, Gusmão, Oliveira, Mendes, etc.

Antunes - Apresenta a raiz N-T-N-S = "dado, doado, entregue, oferecido, presenteado (por Deus)". De acordo com o livro de Números 3.9 (Bemidbar 3.9), os levitas foram "dados aos cohanim" como seus auxiliares. O sobrenome Antunes guarda de forma críptica a leviticidade dos seus portadores. Em Esdras 2.43 os levitas são chamados de haNitinim, ou seja, "os entregues". LIPINER, no capítulo VII de seu Os Judaizantes nas Capitanias de Cima, sob o título "Os Antunes, Descendentes dos Macabeus", informa a chegada do primeiro dos Antunes às terras brasílicas. Foi ele Eytor Antunes, "Cavaleiro da Casa del-Rei Nosso Senhor", tendo aqui chegado aos 28 de dezembro de 1557 juntamente com Mem de Sá. Esclarecedor, no entanto, é lembrar que os Macabeus foram uma família de cohanim, da casa de Levi, portanto, o que faz crescer ainda mais a convicção de que os portadores desse cognome conservam o críptico acima mencionado. Existem variantes em outras línguas, tais como o castelhano Antunez, Nation(s) e Natan em inglês; Nusan e Nusen como variações judaicas; Antoons em holandês.

Azeredo - da raiz Z-R-D = "rebento, broto". SALVADOR menciona Francisco Pacheco de Azeredo. A origem pode estar igualmente em Azer

Azevedo - Para ESPÍRITO SANTO, a palavra vem de Azervedo, ou seja "gente de Azer", "gente de Sur".

Baracho - A raiz Barak, "bênção", está mais do que evidente. (cf. Borja).

Barros, Barroso, Barreto, Barretto - de Bar-Rosh = "filho do chefe, do principal." São citados por GONSALVES DE MELLO, SALVADOR e WIZNITZER. BENTES cita uma família Barros entre os fundadores da primeira comunidade israelita brasileira (sic) na região amazônica;

Benevides - de ben e eved, "filho" e "servo", resultando "filho do servo".

Benvindo - É registrada a presença de alguns Bemveniste pelos historiadores. Benvindo é a versão portuguesa do nome da expressiva família dos atuais Benveniste espalhadas pela Turquia, Rodes, Bulgária e Estados Unidos. BENTES não os cita.

Bezerra - É um desdobramento do hebraico bTzur, "rocha". Como tradução as famílias Rocha e Canto.Bezerras e Rochas consignados nos livros sobre o Brasil colonial.

Borja, Braga - De origem hebraica, pelo castelhano, berachah > berajah > borja, ou, ainda, berachah > bracha > brakha, significando "bênção" (cf. Baracho);

Brás - Segundo ESPÍRITO SANTO é forma corrompida do hebraico barsel, que significa "ferro";

Brasil - Provém igualmente de barsel;

Brito - da raiz B-R-T = "aliança, convênio, pacto, contrato". GONSALVES DE MELLO cita-os, assim como KAYSERLING;

Bueno - Cognome largamente encontrado, parece ser tradução feita com adaptações de Shem Tob ("bom nome") tendo sido transformada em nome de família. TIBON ensina vir de Tobias, palavra que guarda a raiz TOB, "bom" Há família Bueno de origem marroquina na Amazônia, assim como registros de cristãos-novos com este sobrenome em GONSALVES DE MELLO, SALVADOR e WIZNITZER.

Cardoso, Cardozo - A origem do nome é latina (carduus), espanhola. Mais especificamente provém de Cardoso de la Sierra, na província de Guadalajara, Espanha. Há, igualmente, uma vila com o nome de Cardoso em Viseu, Portugal. As crônicas apresentam muitos cristãos-novos no Brasil colonial portando este sobrenome. Estão espalhados os Cardosos e Cardozos por todos os lugares onde os sefaradim chegaram, inclusive no Palácio do Planalto;

Cohim, Cuhim, Kuhim, Cunha - de cohen = "sacerdote". Como os levitas, guardam no nome a marca do origem sacerdotal. Inúmeros cohanim, sem dúvida, perderam foram destituídos de exercer a kehunah, ou seja, o sacerdócio por terem cometido alguma infração. Isso os leva "a abandonar o nome de Cohen para receber um outro nome patronímico, cuja estrutura fonética lembre (evoque) esta perda. Os destituídos da Kehunah são os Halalim - 'Profanadores' - e seu nome de adoção é conhecido em qualquer Comunidade". Há Cohim entre os citados por BENTES.

Capítulo 2
Lendo e relendo

(de D a F) 

Daniel - Do hebraico "Deus é meu juiz". LUNA e BENICOEUR explicam que foi nome extremamente popular durante o medievo, resultando daí inúmeras variantes. Em inglês, Daniell, Danniel, Danniell, Danell, e outros; em francês, Deniel, Daniau, Deniau e Deniaud; são versões alemãs, Denigel, Dangl, Dannöhl; encontram-se em italiano as formas Danielli, Daniello, Danello e Ianelli entre outras. Existem famílias com o sobrenome Daniel em Minas Gerais, conhecido refúgio de cristãos-novos.

Dias - Vem de Yakkov > Jacó > Iago > Santo Iago > (São) Tiago > Diego (Diogo) > Dias

Dinis, Diniz - De Dines, da raiz din, que significa "juiz, julgar". Daí, Dinah, Daniel.

Farias, Pires, Peres, Perez - de P-R-S = "partir, dividir, fatiar, ruptura" ou "moeda, presente ou prêmio". Melhor ainda, "o que se lança", "o arrojado", "o quebrantador" (Bereshit- Genesis - 38.29). Peres e Pires são citados por GONSALVES DE MELLO; WIZNITZER apresenta Faria e Peres, e SALVADOR cita os três;

Ferro - Tradução expressa de barsel.

Franco, Franca - O nome em castelhano e em português significa "liberto, livre, liberado, isento", e designava nos tempos medievais quem estava isento das obrigações tributárias (em hebraico Chafshi). Francos estão em Navarra em 1366. Os Francos estão onde estão os sefaradim, inclusive na Amazônia brasileira (vindos de Marrocos) e no governo do Estado brasileiro de Minas Gerais;

Capítulo 3
Lendo e relendo

(de G a L) 

Gadelha - da raiz G-D-L que significa "grande, largo, amplo, adulto". D. Guedalha ou Guedelia foi um astrólogo judeu da época de D. Duarte (1433-1438);

Godinho - diminutivo português de godel, gadol, com o mesmo significado acima. E idêntica origem é Godói.

Góes, Góis - de goi ="estrangeiro, gentio, judeu-não-religioso". Consta em GONSALVES DE MELLO uma Ana de Góis, cristã-velha (seu nome é muito apropriado, portanto), casada com Jorge Dias da Paz, sendo este cristão-novo.

Henriques, Henriquez - É muito provável que venha de En Reques, "fonte do nó (amarrado)", conforme as expressões En Gedi e En Dor. Nome usado pelos cristãos-novos com intensa freqüência. Diz IZECKSOHN que era este um sobrenome "eivado de judaísmo". Representantes dos Henriques estão presentes em todos os livros de história do Brasil colonial.

Holanda, de Holanda - Apesar das narrativas sugerirem que os Holanda e de Holanda provêm de holandeses que permaneceram no Brasil após a queda do domínio flamengo, e que teriam trocado seus nomes por simplesmente os do país de origem, registros colocam que é nome difundido nos países saxônicos, vindo da raiz hoh e land, respectivamente "cume, cordilheira" e "terra". Oito vilas na Inglaterra têm este nome. Ocorre em variantes holandesas, flamengas, judaicas, inglesas, alemãs. Outras formas são Hollander, Howland, Hoyland, Goland, Golender, Hollenzer. É plausível supor que judeus do Nordeste holandês (particularmente das regiões que formam hoje os estados de Pernambuco e Alagoas) e plenamente identificados com os dominadores de então, tenham substituído seus nomes sefaradim pelo sobrenome em questão.

Leal - Do hebraico l'al, que significa "para o alto" (variante de lael, "para Deus").

Leão - Tradução interpretada de Judah, visto que esse animal representa simbolicamente a tribo de Judá (Gênesis -Bereshit- 49.9). WIZNITZER apresenta um Abrao Lion; GONSALVES DE MELLO registra inúmeros Leão, assim como SALVADOR;

Levi, Levita, Levito, Levy, Leivas - O sobrenome guarda o caráter da função dos primeiros que portaram o sobrenome. As crônicas atestam a presença de famílias Levi e Levy no Brasil colônia. IZECKSOHN diz ser Levita um "nome aristocrático de origem judaica"

Lopes, Lopez, Lobato - Derivados de Lobo (no latim lupus), estes cognomes são largamente encontrados entre os cristãos-novos. Os registros do Brasil colonial marcam a presença de diversos Lopes e Lopez nas suas páginas.

 

Capítulo 4
Lendo e relendo]

(de M a O) 

Macedo - MaSaD é "alicerce, fundação". Seria um memorial à fortaleza de Massada?

Mata, Matos - Do hebraico MaT, ou seja, "campo com árvores" como diz em Ihzk'l (Ezequiel) 31.4.

Meira e Meireles - derivados de Meir, da raiz "iluminar".

Mendes, Mendez - Nome de uma das famílias que saíram da Espanha quando se deu a expulsão dos judeus no fatídico ano de 1492, tendo ido para Portugal sob a liderança do rabino Isaac Aboab. Fixaram residência na cidade do Porto, de onde, perseguidos pela Inquisição, dirigiram-se para a Holanda, norte da África e Inglaterra. Outros foram para a Itália, Turquia e para as Américas. Há uma cidade no distrito de Leiria em Portugal com o nome de Mendes. A presença dos Mendes (fortíssima na Bahia) é constante na história do cristãos-novos no Brasil.

Menezes - de Menasche, "Manassés".

Moraes, Moreira - de moreh, "professor"? Celebrado compositor/cantor leva os dois nomes ao mesmo tempo.

Moreno - de moreh nu = "nosso professor", indicando a qualidade de melamed do originador da família. Manuel da Costa Moreno, comerciante no Espírito Santo é citado por SALVADOR; WIZNITZER dá notícia de um Mathatias Moreno que fazia parte do ishuv pernambucano no Brasil Holandês, e GONSALVES DE MELLO dá uma extensa lista de portadores deste patronímico.

Mota, Motta - de mutt, mavet = "morte". Há um Vasco Pires da Mota mencionado por SALVADOR, bem como um Manuel Peres da Mota citado por GONSALVES DE MELLO;

Mourão, - Do hebraico mouram (marom), "alto".

Naia - No hebraico 'hanaia é "escala, parada" que se faz numa viagem, "albergue", de acordo com ESPÍRITO SANTO.

Nava - De navi, que significa "profeta". Registra-se o sobrenome Barnavi, cuja forma portuguesa é o prenome "Barnabé".

Neri - De neir ou ner, cujo significado é "candeia, luz, lâmpada", e, ainda, "instrução, compreensão". Literalmente, a palavra quer dizer "minha lâmpada".

Nogueira - Segundo ESPÍRITO SANTO, a palavra tem origem hebréia provindo de nahar, "rio". Por contaminação com o nome da árvore assumiu a forma conhecida.

Nunes - Provavelmente do nome próprio hebraico Nun. Josué ben Nun foi o sucessor e herdeiro espiritual de Moshe Rabenu conforme o livro de Josué 1.1. Por outro lado, NaNaS é "anão" em hebraico. O sobrenome é largamente presente no Brasil da Inquisição.

Omena - O vocábulo 'oMeN tem o sentido de "fidelidade"; 'aMaN é "artista, artesão". Dessa raiz vem a palavra litúrgica Amen. Há registro de um Daniel Amen nos Estados Unidos, e GONSALVES DE MELLO fala de Moisés Amenas, que aparece nos registros de Oude West Indische Compagnie como devedor;

 

Capítulo 5
Lendo e Relendo

(de P a S)

Pacheco - de PeSaCH = "Páscoa". Há um Álvaro (Mendes) Pacheco em WIZNITZER;

Paredes - de PaRDeS = "horto, jardim, paraíso". GONSALVES DE MELLO cita o senhor de engenho Agostinho de Paredes, o Pe. Francisco de Paredes, além de outros; SALVADOR e WIZNITZER também relacionam o(s) sobrenome(s) Parede(s);

Peres, Pires - Ver Farias;

Pinheiro - provém de Pinhas (Pinheas, Finéias), por sua vez do egípcio Pe-ne-hasi, cujo significado é "negro". A conferir o sobrenome Prieto e Moreno.

Pinto - Localidades em Portugal e na Espanha. Judeus com este sobrenome são encontrados já antes da expulsão da Espanha em 1492.

Queirós, Queiroz, Queiroga - famílias levíticas descendentes de Queros, Querós ou Quirós.

Quadros - família hebréia que surge no cenário brasileiro. Bernardo de Quadros é citado por SALVADOR como tendo contraído núpcias com uma mulher portuguesa "de inteiro sangue lusitano"

Ramalho - Presente já nos priscos dias do Brasil na pessoa de João Ramalho, descrição da vida apresenta muitos indícios de que teria sido judeu e, ainda mais, pertencente à categoria dos cohanim como o interpreta IZECKSOHN. ESPÍRITO SANTO explica o nome como vindo do hebraico ram + alia ("cimo da encosta")

Rego, Regueira - Variação do hebraico ruach, que quer dizer "vento, espírito, hálito, sopro, alento, respiração, brisa". ESPÍRITO SANTO sugere que a variante reah levou à forma Rego (reah>reag>rego).

Rocha - Cf. Bezerra.

Rosa - Nome encontradiço entre os cristãos-novos. Provém de rosh, "cabeça, pico, chefe, início"

Santos, Sento - K-D-Sh é a raiz hebréia significando "santo, sagrado, separado, posto de lado". Seria indicativo de linhagem sacerdotal ou levítica? A forma Sento é originária de Castilha. Há registros desta forma desde o século XIII. Existe na Bahia uma família Sento Sé, bem como um município com o mesmo nome.

Seixas - Existem as formas Sachs, Saks e Zaks como acrônimos de Zera Kodesh Shemo, cujo significado é "seu nome descende dos mártires".

Siqueira, Sequeira, Sequerra - É nome de localidade em La Coruña, província galega da Espanha. Há registros de um Brás Siqueira na reigião do Estado brasileiro do Espírito Santo já em 1694. ESPÍRITO SANTO aponta outra origem: de sekher, que significa "açude".

Soeiro - De soher ("guarda") ou so'her (comerciante). Há em Salvador um com o nome de Soeiro. Há cristãos-novos de cognome Soeiros registrados no Brasil colonial. Soares, Suarez será o genitivo designando "filho de Soeiro".

 

Capítulo 6
Lendo e relendo

(de T a Z) 

Tinoco - Aparece em GONSALVES DE MELLO um homem chamado de Francisco Velho Tinoco; WIZNITZER também cita esse sobrenome. TaNaK é um acrônimo para Torah, Neviim e Kethuvim (Lei, Profetas e Escritos), e por ele as Escrituras Sagradas hebraicas são conhecidas entre os judeus. Terá sido o originador da família um estudioso do TaNaK, um amora ou rabino, e por sua dedicação aos Santos Escritos teria recebido este apodo que passou à sua geração?

Uchoa, Ulhoa, Ulloa - de Uxua, Essua, formas adaptadas ou corrompidas de Yehoshua No entanto, ESPÍRITO SANTO sugere Ucha provindo do hebraico hursha, "floresta".

Valverde - ESPÍRITO SANTO faz derivar de Baal-Berith, ao pé da letra, "Senhor da Aliança", e não de Vale Verde como aparenta ser.

Vivas - Do hebraico hayyim cujo significado é "vida". Outra forma desse sobrenome é Bibas.

Ximenes - do latim Simeonis, forma genitiva do prenome Simeão ou Simão. O soldado baiano João Correia Ximenes é citado por WIZNITZER; o capitão José Correia Ximenes, cristão-novo de origem, é citado por SALVADOR, e GONSALVES DE MELLO cita vários Ximenes. Simões é outra forma deste sobrenome. 

Restam estes 

Para futuras pesquisas restam alguns nomes, entre os quais: Abreu, Acioli (Acioly, Accioly), Aguiar, Aires (Ayres), Almeida, Alves, Amaral, Araújo, Bacelar, Barcelos, Boaventura, Botelho, Brandão, Calmon, Campos, Carneiro, Carvalho, Carvalheira, Castro, Cerqueira (Serqueira), Coelho, Correa (Correia), Costa, Coutinho, Cruz, d'Ávila, Dórea (Dória), Dorta, Espírito Santo, Fernandes, Ferreira, Figueira, Figueiredo, Filgueira, Fonseca, França, Gamboa, Guedes, Gurgel, Homem, Jordão, Ladeira, Luna, Maia, Malta, Marques, Martins, Medeiros, Melo (Mello), Mendes, Mendonça, Mestre, Miranda, Muniz, Navarro, Neto, Neves, Oliveira, Osório, Paim, Parente, Pereira, Pimenta, Pimentel, Pina, Pinheiro, Pinto, Pontes, Rego, Resende, Ribeiro, Rocha, Rodrigues, Rossi, Salgado, Santa Maria, Saraiva, Sardinha, Silveira, Soares, Sória, Soriano, Spínola, Tavares, Teixeira, Teles, Toledo, Torres, Tourinho, Trindade, Valadares, Vale, Varga(s), Vasconcelos, Vaz, Veiga, Ventura, Viana, Vieira, e outros que serão incorporados a esta relação. Aceitam-se sugestões. 

Bibliografia

  1. BENTES, Abraham Ramiro. Primeira Comunidade Israelita Brasileira. Rio, Gráfica Borsoi, 1989. 325 p.
  2. BEN-YEHUDA, Ehud e WEINSTEIN, David. Ben-Yehuda's Pocket English-Hebrew/Hebrew-English Dictionary. 5a Impressão. New York, Washington Square, 1964.
  3. CORRÊA NETO, Francisco A.B.A. Os Judeus, Povo ou Religião? Rio, 1987.167 p.
  4. ESPÍRITO SANTO, Moisés. Origens Orientais da Religião Popular Portuguesa/Ensaio Sobre Toponímia Antiga. Lisboa, Assírio & Alvim, 1988. 395 p.
  5. FEYERABEND, Karl. Langenscheidt's Pocket Hebrew Dictionary to the Old Testament. Londres, Hodder and Stoughton, s/d. 392 p.
  6. GESENIUS, William. Gesenius' Hebrew and Chaldee Lexicon to the Old Testament Scriptures. 13a Impressão. Grand Rapids, Wm. B. Eerdmans, 1978. Trad. S.P. Tregelles. 919 p.
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  9. IZECKSOHN, Isaac. Os Marranos Brasileiros. São Paulo, Editora B'nai B'rith.1967. 244 p.
  10. KAGANOFF, Benzion C. A Dictionary of Jewish Names and Their History. NY, Schocken Books, 1977. 250 p.
  11. KAYSERLING, Meyer. História dos Judeus em Portugal. SP, Pioneira, 1971. Trad. G.B.C. da Silva e A. Novinsky. 334 p.

11. LIPINER, Elias. Os Judaizantes nas Capitanias de Cima. SP, Brasiliense, 1969. 223 p.

  1. LUNA, Juliana de, BENICOEUR, Arval (Orgs.). Medieval Spanish Jewish Names of the 13th and 14th Centuries. In: [julais+@pitt.edu e mittle@panix.com].
  2. SALVADOR, José Gonçalves. Os Cristãos Novos: Povoamento e Conquista do Solo Brasileiro (1530-1680). SP, Pioneira-EDUSP, 1976. 406 p.
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  1. The SephardiConnection Discussion Forums  / Jewish Genealogy  / Spain, Portugal, Gibraltar, Canaries, the Açores. In: [http://sephardiconnect.com/Welcome.html].
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  1. MICHAILIDIS, Petros . Reconstructing the Family Trees and Ties of the Rhodes Sephardic Community Members at the Dawn of the 20th Century. In: [http://www.geocities.com/Heartland/Valley/2177/gedcom.htm]
  2. NEUSNER, Jacob. The Way of Torah: Na Introduction to Judaism. 2ª ed. Encino, CA, Dickenson, 1974, 126 p.
  3. SCHULZE, Lorine McGinnis. List of Officers and Sailors in the First Voyage of Columbus in 1492. In: [http://www.rootsweb.com/~ote/colship.htm]
  4. _______________. List Of Survivors Of The First Voyage Around The World. In: [http://www.rootsweb.com/~ote/magship.htm]
  5. SEREBRENICK, Salomão e LIPINER, Elias. Breve História dos Judeus no Brasil. Rio, Biblos, 1962. 151 p.
  6. SURNAMES: What's in a Name? In: [http://clanhuston.com].
  7. TIBON, Gutierre. Onomástica Hispanoamericana. Mexico, UTEHA, 1961. 360 p.

12. WOLFF, Egon e Frieda. Fatos Históricos e Mitos da História dos Judeus no Brasil. Rio, Xenon, 1996.197 p.

 

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